Sinomar Fernandes
Editora Luz Para os Povos
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Doado por Konig
Formatado por SusanaCap.
Pensamentos
Mt 12:36-37 “Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no Dia do Juízo; porque, pelas tuas palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras, serás condenado”.
A murmuração é uma atitude abominável.
Nunca ouvi dizer de um murmurador que ficasse impune.
Por isso recomendo aos meus leitores que leiam com atenção estes pensamentos:
1- O murmurador é aquele que, na tua presença te beija, mas por detrás, te apunhala.
2- O murmurador é aquele que te atrai para o escuro, pois o que vai falar não pode ser dito à luz. E fala baixinho.
3- O murmurador vê tudo sujo, mas nunca se lembra de limpar os próprios óculos.
4- O murmurador vive à caça dos defeitos alheios, mas nunca aceita falarem dos seus deméritos.
5- Quando o murmurador abre a sua boca, o diabo lhe dá munição.
6- O murmurador é aquele que hospeda alguém e lhe dá um gostosíssimo banquete; quando termina a “hospitalidade”, xinga o visitante até a terceira e quarta geração.
7- O murmurador, além de ferir danosamente as pessoas, ainda impede a cicatrização da própria ferida.
8- Os murmuradores deveriam saber que, ao jogarem pedras numa árvore, podem no máximo, derrubar seus frutos e ferir as suas ramagens, mas jamais podem derrubá-la.
9- Murmurador é aquele que, não conseguindo atingir o seu alvo, procura um culpado para apedrejar, justificando assim o seu insucesso.
10-Os murmuradores de hoje não são mais engolidos pela terra, mas geralmente estão rastejando nela.
Considerações preliminares
Fiquei convalescente por 40 dias. Fui operado para remover um pólio hemorrágico que se instalou em minhas cordas vocais, pelo fato de falar e exageradamente e sem muita técnica para fazê-lo. No mês de junho de 1996, falei mais de 100 vezes para auditórios grandes e pequenos; viajei ao exterior já sem condições de falar, e participei de várias reuniões, falando, falando e falando. Já em Goiânia, propriamente sem voz, preguei no auditório do Centro de Convenções e Cultura, num congresso da Vinde e lá, então, o som precioso da minha ferramenta de trabalho foi-se completamente. Fiquei afônico e em seguida literalmente mudo.
Depois de operado, o médico me recomendou silêncio absoluto por 40 dias. Foi o período mais importante da minha vida. Eu não tinha a mínima idéia da importância do silêncio. Passei ouvir e observar as pessoas. Fiquei deveras surpreso: como falam! Lembrei-me das palavras do padre Manuel Bernardes: “A virtude do silêncio consiste, não em cessar o ofício da língua, mas em calar e falar a seu tempo”.
Aprendi algo maravilhoso: a alma precisa de períodos de quietude a fim de que cresça em sabedoria e estatura. É no silêncio que ouvimos o sussurro de Deus. E mais: o homem que cala e houve não dissipa o que sabe, e aprende o que ignora. Aprendi, inclusive que o silêncio é o mais satisfatório substituto da sabedoria. Foi neste período de profunda meditação que ouvi mais nitidamente a voz de Deus e a sua recomendação clara a mim: “Escreve”. E na minha convalescença demorada, o Espírito do Senhor me disse coisas muito preciosas, que a seu tempo, virão a luz. Uma revelação clara dada a mim e com a expressa ordem para escrever foi esta: “Os murmuradores estorvam a caminhada vitoriosa do meu povo e emperram o mover do meu Espírito”. Absorvido em minha reflexão gerei este livro para a edificação do povo de Deus.
Não me lembro jamais de ter lido alguma obra sobre este assunto. Ora, se a murmuração foi o pecado que gerou as maiores crises no meio do povo de Israel, impedindo-o, inclusive, de tomar posse da sua herança, precisamos hoje banir do nosso meio esta prática maldita e curar os que foram afetados por este vírus de destruição.
A murmuração pode ser comparada a um câncer destruidor.
Nas Escrituras, nem Deus suportou os murmuradores.
Tenho notado que a discórdia entre os filhos de Deus tem sido a melhor colheita de Satanás. Deus nos recomenda servir uns aos outros – 1 Pe 4. 10. Mas o maligno tem invertido a instrução divina e dissemina a sua filosofia destruidora: Mordei uns aos outros. As escrituras afirmam: “Se vós, porém vos mordeis e devorais uns aos outros, vede que não sejais mutuamente destruídos” – Gl 5. 15. Destruir-nos é o alvo maior de Satanás. Se ele não pode nos vencer, procura então nos aborrecer, entristecer ou prejudicar. Está escrito:
Sl 97. 12 “Alegrai-vos no SENHOR, ó justos, e dai louvores ao seu santo nome. ”
Sl 122. 1 “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à Casa do SENHOR”.
Sl 126. 3 “Com efeito, grandes coisas fez o SENHOR por nós; por isso, estamos alegres”.
Fl 4. 4 “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos”.
Lc 10. 17 “Então, regressaram os setenta, possuídos de alegria,… ”.
Jo 16. 24 “Até agora nada tendes pedido em meu nome; pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja completa”.
Rm 14. 17 “Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo”.
São centenas de passagens bíblicas que nos recomendam a alegria (há mais versos na Bíblia sobre alegria do que sobre oração), mas o que vemos em muitos lugares? Pessoas sem alegria, pessoas raivosos, rabugentas, choramingas, mal agradecidas, e caluniadoras. Estas atividades não se afinam com o ensinamento do Senhor que diz: “Bem aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus” – Mt 5. 9. Os filhos da Luz são os promotores da paz, mas muitos insistem pela guerra. Desafinam a orquestra de Deus, pois desandam a falar mal dos outros, julgando e condenando os seus atos.
Não são poucos os pastores e obreiros em geral que gastam quase que todo o seu tempo procurando reconciliar irmãos brigados, promovendo reuniões “Para colocar as coisas em prato limpo”, insistindo no perdão, plantando sementes de harmonia, e assim por diante.
É muito comum um homem de Deus, chamado para proclamar a graça salvadora e os mistérios do mundo vindouro, ver-se envolvido em verdadeiras teias de discórdia, procurando a todo custo livrar delas as vítimas da língua enganadora. São tantas inverdades, injúrias, infâmias, e espíritos facciosos que aparecem no arraial dos filhos de Deus, que ficamos a indagar: qual a fonte de tudo isto? Com que mestre aprenderam a mentira? Quem os incita a destruir a virtude, tão friamente? A resposta é uma só: Satanás. O inimigo das nossas almas tem um programa especial para, pela murmuração, impedir que a igreja cumpra o seu propósito. O time do inimigo tem seu nome: murmuradores. É gente murmurando contra o Senhor, contra os líderes, contra as pregações, contra os irmãos e, contra os pecadores, contra os familiares e assim por diante.
Os murmuradores falam de tudo e de todos. Murmuram contra o dirigente de louvor, a esposa do pastor, os pregadores que sabem menos do que eles, o carro novo do pastor, quando não tem na igreja algo sobre o que murmurar, murmuram contra o vizinho, a oração, os governantes, o preço das mercadorias; não importa, o que vale é murmurar.
Quem joga lama no seu semelhante, suja primeiro a própria mão. Quero lembrar aqui a escritura de Obadias, verso 15: “… o teu malfeito tornará sobre a tua cabeça”. É no terreno das murmurações que nascem todas as ervas danosas que tem envenenado os corações do povo de Deus.
1 Pe 2. 1 “Despojando-vos, portanto, de toda maldade e dolo, de hipocrisias e invejas e de toda sorte de maledicências;”
1. Quem são os murmuradores?
Os murmuradores são aqueles que estão a serviço de Satanás. Geralmente são pessoas insatisfeitas e que não concordam com a liderança colocada sobre elas. Os murmuradores reivindicam posições, criticam projetos e julgam a obra realizada.
Jd 16 “Os tais são murmuradores, são descontentes, andando segundo as suas paixões. A sua boca vive propalando grandes arrogâncias; são aduladores dos outros, por motivos interesseiros”.
A murmuração está na lista das abominações. Deus abomina o criador de intrigas e o que espalha maldade entre os irmãos, criando um clima de desconfiança entre os mesmos.
Pv 6. 16-19 “Seis coisas o SENHOR aborrece, e a sétima a sua alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que trama projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal, testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contendas entre irmãos”.
Os murmuradores são descontentes e caçadores de erros. Agem como se fossem os investigadores do Reino. Julgam à revelia, escancaram a boca contra os seus irmãos e líderes. Muitos decidem por esta “atividade”, na casa de Deus pelo fato de não concordarem com nada do que lá é feito. São pessoas maldosas e que desconhecem qualquer princípio de bondade e autoridade. Faltam-lhes caráter e vida. São os mensageiros do inferno, que emprestam a Satanás as suas vidas. Prazerosamente, fazem chacotas, desprezam pessoas e se colocam como juízes da comunidade. Em qualquer lugar vomitam suas injúrias, denegrindo pessoas. Suas línguas são chamas de fogo que devoram, destroem e matam. Alguém disse, acertadamente que o murmurador é um tipo de “parlamentar cristão”, ou seja; relaciona-se com quase todos os membros de sua comunidade, investigando e fazendo pesquisa de opinião. Ele não se cala nunca. É quase impossível alguém conseguir ser feliz quando tem um murmurador por perto, pois murmuradores estão sempre descontentes com tudo e com todos e acabam contaminando todo o ambiente. Deus condena a murmuração mais do que qualquer outro pecado, pois abre brechas no meio do arraial, tornando vulneráveis a demônios as vidas, alcançando as vidas das famílias. É de arrepiar o os cabelos pensar na abundante colheita dos que o murmuram. Simplesmente serão fulminados por outras línguas que também trabalham a serviço do “bichão”. Uma das leis do plantio e da colheita é que nunca se colhe na mesma proporção do que se planta. Colhe-se muito mais.
Quem planta amor, colha amor; quem planta misericórdia ceifará misericórdia. Quem planta contendas entre irmãos, vai colher o quê?
Mt 5. 7 “Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia”.
Há uma curiosidade na Bíblia: Deus se manifesta sempre como um Deus perdoador, cheio de graça e de compaixão, mas não temos notícias de nem um murmurador que sobreviveu. Todos morreram pela imprudência da murmuração – pelo mau uso da língua. Nenhum dos murmuradores que saíram do Egito entrou na terra prometida.
1 Co 10. 9-10 “Não ponhamos o Senhor à prova, como alguns deles já fizeram e pereceram pelas mordeduras das serpentes. Nem murmureis, como alguns deles murmuraram e foram destruídos pelo exterminador”.
Dt 1. 26-36 “Porém vós não quisestes subir, mas fostes rebeldes à ordem do SENHOR, vosso Deus. Murmurastes nas vossas tendas e dissestes: Tem o SENHOR contra nós ódio; por isso, nos tirou da terra do Egito para nos entregar nas mãos dos amorreus e destruir-nos. Para onde subiremos? Nossos irmãos fizeram com que se derretesse o nosso coração, dizendo: Maior e mais alto do que nós, este povo é; as cidades são grandes e fortificadas até aos céus. Também vimos ali os filhos dos anaquins. Então, eu vos disse: não vos espanteis, nem os temais. O SENHOR, vosso Deus, que vai adiante de vós, Ele pelejará por vós, segundo tudo o que fez conosco, diante de vossos olhos, no Egito, como também no deserto, onde vistes que o SENHOR, vosso Deus, nele vos levou, como um homem leva a seu filho, por todo o caminho pelo qual andastes, até chegardes a este lugar. Mas nem por isso crestes no SENHOR, vosso Deus, que foi adiante de vós por todo o caminho, para vos procurar o lugar onde deveríeis acampar; de noite, no fogo, para vos mostrar o caminho por onde havíeis de andar, e, de dia, na nuvem. Tendo, pois, ouvido o SENHOR as vossas palavras, indignou-se e jurou, dizendo: Certamente, nenhum dos homens desta maligna geração verá a boa terra que jurei dar a vossos pais, salvo Calebe, filho de Jefoné; ele a verá, e a terra que pisou darei a ele e a seus filhos, porquanto perseverou em seguir ao SENHOR. ”
Nm 14. 29 “Neste deserto cairá o vosso cadáver, como também todos os que de vós foram contados segundo o censo, de vinte anos para cima, os que dentre vós contra mim murmurastes”;
Quem murmura não sabe o pecado que está cometendo. Na realidade, ninguém conhece de fato as pessoas, a não ser Deus. Um Deus sonda os corações e pesa o espírito:
Pv 16. 2 “Todos os caminhos do homem são puros aos seus olhos, mas o SENHOR pesa o espírito”.
Não conhecemos as motivações interiores de ninguém. E mesmo que alguém esteja no erro, somos recomendados a ajudar e a não julgar a quem quer que seja.
Gl 6. 1-3 “Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-o com espírito de brandura; e guarda-te para que não sejas também tentado. Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo. Porque, se alguém julga ser alguma coisa, não sendo nada, a si mesmo se engana”.
Moisés casou-se com uma mulher incrédula, cusita e cai na língua do povo. Moisés era o representante de Deus na terra e realmente cometeu um grave erro. Mesmo assim, Deus não aceitou a acusação contra ele e puniu severamente os atrevidos. No capítulo 16 de números encontramos a história de Coré, Datã e Abirão. Que fim trágico tiveram!
Nm 16. 1-50, Nm 17. 1-10 “Corá, filho de Isar, filho de Coate, filho de Levi, tomou consigo a Datã e a Abirão, filhos de Eliabe, e a Om, filho de Pelete, filhos de Rúben. Levantaram-se perante Moisés com duzentos e cinqüenta homens dos filhos de Israel, príncipes da congregação, eleitos por ela, varões de renome, e se ajuntaram contra Moisés e contra Arão e lhes disseram: Basta! Pois que toda a congregação é santa, cada um deles é santo, e o SENHOR está no meio deles; por que, pois, vos exaltais sobre a congregação do SENHOR? Tendo ouvido isto, Moisés caiu sobre o seu rosto. E falou a Corá e a todo o seu grupo, dizendo: Amanhã pela manhã, o SENHOR fará saber quem é dele e quem é o santo que ele fará chegar a si; aquele a quem escolher fará chegar a si. Fazei isto: tomai vós incensários, Corá e todo o seu grupo; e, pondo fogo neles amanhã, sobre eles deitai incenso perante o SENHOR; e será que o homem a quem o SENHOR escolher, este será o santo; basta-vos, filhos de Levi. Disse mais Moisés a Corá: Ouvi agora, filhos de Levi: acaso, é para vós outra coisa de somenos que o Deus de Israel vos separou da congregação de Israel, para vos fazer chegar a si, a fim de cumprirdes o serviço do tabernáculo do SENHOR e estardes perante a congregação para ministrar-lhe; e te fez chegar, Corá, e todos os teus irmãos, os filhos de Levi, contigo? Ainda também procurais o sacerdócio? Pelo que tu e todo o teu grupo juntos estais contra o SENHOR; e Arão, que é ele para que murmureis contra ele? Mandou Moisés chamar a Datã e a Abirão, filhos de Eliabe; porém eles disseram: Não subiremos; porventura, é coisa de somenos que nos fizeste subir de uma terra que mana leite e mel, para fazer-nos morrer neste deserto, senão que também queres fazer-te príncipe sobre nós? Nem tampouco nos trouxeste a uma terra que mana leite e mel, nem nos deste campo e vinhas em herança; pensas que lançarás pó aos olhos destes homens? Pois não subiremos. Então, Moisés irou-se muito e disse ao SENHOR: Não atentes para a sua oferta; nem um só jumento levei deles e a nenhum deles fiz mal. Disse mais Moisés a Corá: Tu e todo o teu grupo, ponde-vos perante o SENHOR, tu, e eles, e Arão, amanhã. Tomai cada um o seu incensário e neles ponde incenso; trazei-o, cada um o seu, perante o SENHOR, duzentos e cinqüenta incensários; também tu e Arão, cada qual o seu. Tomaram, pois, cada qual o seu incensário, neles puseram fogo, sobre eles deitaram incenso e se puseram perante a porta da tenda da congregação com Moisés e Arão. Corá fez ajuntar contra eles todo o povo à porta da tenda da congregação; então, a glória do SENHOR apareceu a toda a congregação. Disse o SENHOR a Moisés e a Arão: Apartai-vos do meio desta congregação, e os consumirei num momento. Mas eles se prostraram sobre o seu rosto e disseram: Ó Deus, Autor e Conservador de toda a vida, acaso, por pecar um só homem, indignar-te-ás contra toda esta congregação? Respondeu o SENHOR a Moisés: Fala a toda esta congregação, dizendo: Levantai-vos do redor da habitação de Corá, Datã e Abirão. Então, se levantou Moisés e foi a Datã e a Abirão; e após ele foram os anciãos de Israel. E disse à congregação: Desviai-vos, peço-vos, das tendas destes homens perversos e não toqueis nada do que é seu, para que não sejais arrebatados em todos os seus pecados. Levantaram-se, pois, do redor da habitação de Corá, Datã e Abirão; e Datã e Abirão saíram e se puseram à porta da sua tenda, juntamente com suas mulheres, seus filhos e suas crianças. Então, disse Moisés: Nisto conhecereis que o SENHOR me enviou a realizar todas estas obras, que não procedem de mim mesmo: se morrerem estes como todos os homens morrem e se forem visitados por qualquer castigo como se dá com todos os homens, então, não sou enviado do SENHOR. Mas, se o SENHOR criar alguma coisa inaudita, e a terra abrir a sua boca e os tragar com tudo o que é seu, e vivos descerem ao abismo, então, conhecereis que estes homens desprezaram o SENHOR. E aconteceu que, acabando ele de falar todas estas palavras, a terra debaixo deles se fendeu, abriu a sua boca e os tragou com as suas casas, como também todos os homens que pertenciam a Corá e todos os seus bens. Eles e todos os que lhes pertenciam desceram vivos ao abismo; a terra os cobriu, e pereceram do meio da congregação. Todo o Israel que estava ao redor deles fugiu do seu grito, porque diziam: Não suceda que a terra nos trague a nós também. Procedente do SENHOR saiu fogo e consumiu os duzentos e cinqüenta homens que ofereciam o incenso. Disse o SENHOR a Moisés: Dize a Eleazar, filho de Arão, o sacerdote, que tome os incensários do meio do incêndio e espalhe o fogo longe, porque santos são; quanto aos incensários daqueles que pecaram contra a sua própria vida, deles se façam lâminas para cobertura do altar; porquanto os trouxeram perante o SENHOR; pelo que santos são e serão por sinal aos filhos de Israel. Eleazar, o sacerdote, tomou os incensários de metal, que tinham trazido aqueles que foram queimados, e os converteram em lâminas para cobertura do altar por memorial para os filhos de Israel, para que nenhum estranho, que não for da descendência de Arão, se chegue para acender incenso perante o SENHOR; para que não seja como Corá e o seu grupo, como o SENHOR lhe tinha dito por Moisés. Mas, no dia seguinte, toda a congregação dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e contra Arão, dizendo: Vós matastes o povo do SENHOR. Ajuntando-se o povo contra Moisés e Arão e virando-se para a tenda da congregação, eis que a nuvem a cobriu, e a glória do SENHOR apareceu. Vieram, pois, Moisés e Arão perante a tenda da congregação. Então, falou o SENHOR a Moisés, dizendo: Levantai-vos do meio desta congregação, e a consumirei num momento; então, se prostraram sobre o seu rosto. Disse Moisés a Arão: Toma o teu incensário, põe nele fogo do altar, deita incenso sobre ele, vai depressa à congregação e faze expiação por eles; porque grande indignação saiu de diante do SENHOR; já começou a praga. Tomou-o Arão, como Moisés lhe falara, correu ao meio da congregação (eis que já a praga havia começado entre o povo), deitou incenso nele e fez expiação pelo povo. Pôs-se em pé entre os mortos e os vivos; e cessou a praga. Ora, os que morreram daquela praga foram catorze mil e setecentos, fora os que morreram por causa de Corá. Voltou Arão a Moisés, à porta da tenda da congregação; e cessou a praga. Disse o SENHOR a Moisés: Fala aos filhos de Israel e recebe deles bordões, uma pela casa de cada pai de todos os seus príncipes, segundo as casas de seus pais, isto é, doze bordões; escreve o nome de cada um sobre o seu bordão. Porém o nome de Arão escreverás sobre o bordão de Levi; porque cada cabeça da casa de seus pais terá um bordão. E as porás na tenda da congregação, perante o Testemunho, onde eu vos encontrarei. O bordão do homem que eu escolher, esse florescerá; assim, farei cessar de sobre mim as murmurações que os filhos de Israel proferem contra vós. Falou, pois, Moisés aos filhos de Israel, e todos os seus príncipes lhe deram bordões; cada um lhe deu um, segundo as casas de seus pais: doze bordões; e, entre eles, o bordão de Arão. Moisés pôs estes bordões perante o SENHOR, na tenda do Testemunho. No dia seguinte, Moisés entrou na tenda do Testemunho, e eis que o bordão de Arão, pela casa de Levi, brotara, e, tendo inchado os gomos, produzira flores, e dava amêndoas. Então, Moisés trouxe todos os bordões de diante do SENHOR a todos os filhos de Israel; e eles o viram, e tomou cada um o seu bordão. Disse o SENHOR a Moisés: Torna a pôr o bordão de Arão perante o Testemunho, para que se guarde por sinal para filhos rebeldes; assim farás acabar as suas murmurações contra mim, para que não morram. ”
Os murmuradores são especialistas em detectar falhas nas pessoas. Se elas não existem, eles inventam. A profissão “murmurador” é terrível. Os murmuradores de hoje resistiriam a Jesus da mesma maneira que os murmuradores e do primeiro século fizeram. Eles sempre existiram e sempre existiram, e estarão sempre descontentes. O ministério de Jesus era uma afronta à religião legalística dos judeus. Todo o seu ministério de novidades e manifestações desconhecidas era um prato cheio para os detetives da religião. A murmuração é uma doença crônica. Os murmuradores são uma praga que acaba danificando a preciosa lavoura de Deus. Eles estão sempre descontentes e desanimados; não conseguem ver nada de positivo em ninguém e em lugar algum.
Para ser murmurador basta ao alistar-se numa agência qualquer do inferno.
Não se exige curso superior, princípios ou caráter.
Basta emprestar a língua aos demônios e deixar que a inspiração venha do inferno, é lógico.
2. A Bíblia e os murmuradores
Ninguém nasce com o dom de murmurar.
Os faladores não podem simplesmente dizer: “Todos da minha família conversam muito. Nós temos sangue italiano!” “Nossos antepassados falavam até dormindo!” Não. Uma vez imiscuídos na nova vida, portadores do Espírito Santo, decidimos o que queremos ser. Cada ser humano escreve a sua própria história. Cada homem na face da terra decide onde quer chegar e que tipo de vida vai viver. Não podemos culpar nossos pais pelos nossos erros e insucessos. A chave que abre as portas do futuro e está em nossas próprias mãos. O que o futuro vai liberar para nós depende do que nós estamos armazenando hoje.
A Bíblia é um manual que nos instruí a viver com grandeza, a sobriedade e equilíbrio. Na Palavra de Deus temos instruções claras para o desenvolvimento do espírito, da alma, e do corpo. Há mandamentos claros sobre o que fazer o que não fazer. As bênçãos advindas da obediência são gloriosas, mas as conseqüências da desobediência são desastrosas.
O problema é que queremos sempre dar um “Jeitinho” nas coisas, para adequar a palavra de Deus à nossa maneira de pensar. Aliás, queremos um Deus feito do nosso jeito. Para mim, este o grande problema dos nossos dias. Foi Ludwig Fewerbach, o filósofo ateu de duas gerações passadas, que declarou sarcasticamente: “Os cristãos sempre creram que Deus criou o homem à sua própria imagem; não está certo. A verdade é que o homem criou Deus à sua própria imagem“. Comumente, nós criamos o Deus que desejamos.
Deus é enfático em suas asseverações. O “não” de Deus, não significa “Talvez”. Se Deus diz:
Ex 20. 16 “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo”.
É de bom alvitre obedecer.
Sl 119. 4 “Tu ordenaste os teus mandamentos, para que os cumpramos à risca”.
A Bíblia é uma bússola que nos mostra o caminho. É impossível, mental e socialmente, escravizar um povo que lê a Bíblia. Ela é a revelação que renova o homem, que ilumina sua mente, que inclina seus desejos para viver uma vida plena e vitoriosa.
Há uma coletânea de mandamentos nas escrituras que orientam sobre o nosso assunto. Por exemplo:
Tg 4. 11 “Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Aquele que fala mal do irmão ou julga a seu irmão fala mal da lei e julga a lei; ora, se julgas a lei, não és observador da lei, mas juiz”.
Tg 3. 10 “De uma só boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não é conveniente que estas coisas sejam assim. ”
Mt 5. 22 “Eu, porém, vos digo que todo aquele que sem motivo se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem lhe chamar: Tolo, estará sujeito ao inferno de fogo”.
Mt 7. 1 “Não julgueis, para que não sejais julgados”.
Jo 7. 24 “Não julgueis segundo a aparência, e sim pela reta justiça”.
Rm 2. 1 “Portanto, és indesculpável, ó homem, quando julgas, quem quer que sejas; porque, no que julgas a outro, a ti mesmo te condenas; pois praticas as próprias coisas que condenas”.
Rm 14. 13 “Não nos julguemos mais uns aos outros; pelo contrário, tomai o propósito de não pordes tropeço ou escândalo ao vosso irmão”.
Bem, há uma infinidade de textos bíblicos que servem de freio às nossas atitudes erradas. Mesmo que tenhamos algumas tendências erradas pelo tipo de criação que tivemos em casa; depois de conhecer a Deus e a sua vontade, somos instruídos a buscar direção e luz para o nosso viver, junto a esse manancial de sabedoria que temos à mão – as Escrituras Sagradas.
A Palavra de Deus santifica, corrige e instrui a raça humana, como um todo. Deus não muda de opinião todo dia. O que era pecado na velha dispensação, continua sendo pecado hoje. Muitos foram condenados por causa da idolatria, da rebelião, do desrespeito à autoridade e, sobretudo por murmurações. Ninguém foi poupado. Os que hoje praticam tais coisas, ficarão impunes? Não. A murmuração impede o cumprimento das promessas de Deus em nossas vidas, e está claro também que o Senhor não permanece na vida dos murmuradores. Quando nos levantamos para criticar, julgar ou condenar, o Espírito Santo se afasta.
Nm 14. 26-38 “Dize-lhes: Por minha vida, diz o SENHOR, que, como falastes aos meus ouvidos, assim farei a vós outros. Neste deserto, cairá o vosso cadáver, como também todos os que de vós foram contados segundo o censo, de vinte anos para cima, os que dentre vós contra mim murmurastes; não entrareis na terra a respeito da qual jurei que vos faria habitar nela, salvo Calebe, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num. Mas os vossos filhos, de que dizeis: Por presa serão, farei entrar nela; e eles conhecerão a terra que vós desprezastes. Porém, quanto a vós outros, o vosso cadáver cairá neste deserto. Vossos filhos serão pastores neste deserto quarenta anos e levarão sobre si as vossas infidelidades, até que o vosso cadáver se consuma neste deserto. Segundo o número dos dias em que espiastes a terra, quarenta dias, cada dia representando um ano, levareis sobre vós as vossas iniqüidades quarenta anos e tereis experiência do meu desagrado. Eu, o SENHOR, falei; assim farei a toda esta má congregação, que se levantou contra mim; neste deserto, se consumirão e aí falecerão. Os homens que Moisés mandara a espiar a terra e que, voltando, fizeram murmurar toda a congregação contra ele, infamando a terra, esses mesmos homens que infamaram a terra morreram de praga perante o SENHOR. Mas Josué, filho de Num, e Calebe, filho de Jefoné, que eram dos homem que foram espiar a terra, sobreviveram. ”
Uma irmã muito faladeira, que vê falhas em todo mundo, certa vez me disse: “Pastor, quando eu oro, não consigo sentir a presença de Deus. Parece que o céu se tornou de bronze. O que está acontecendo comigo?”. Na hora, o Espírito Santo me fez lembrar de uma carta que está pregada em uma de nossas salas. “Deus procura adoradores, e não murmuradores”. Compartilhei com ela estes pensamentos e outros mais e o remédio foi excelente, pois recentemente ela me disse: “O pastor, realmente a língua pode nos levar para o inferno. Obrigada por ter sido tão franco comigo!”
Rm 12. 14 “Abençoai os que vos perseguem, abençoai e não amaldiçoeis”.
A eterna Palavra de Deus ecoa sobre a face da Terra dizendo:
Lc 11. 28 “Ele, porém, respondeu: Antes, bem-aventurados são os que ouvem a palavra de Deus e a guardam!”.
Davi conhecia o valor da palavra quando disse: “Guardo no coração as tuas palavras para não pecar contra ti”.
Ninguém nasce pederasta, ou lésbica, ou roubador. Nascemos, com tendências pecaminosas, mas Deus na sua infinita misericórdia, coloca as nossas mãos o remédio para as moléstias do corpo e da alma. Aos murmuradores segue uma reprimenda bíblica:
1 Co 10. 10 “Nem murmureis, como alguns deles murmuraram e foram destruídos pelo exterminador (destruidor). ”
Ninguém nasce murmurando, pelas palmadas que recebe das enfermeiras ao sair da madre. Depois de analisar e meditar sobre o assunto cheguei à conclusão, de que alguém se torna um murmurador pelos seguintes motivos:
- Pela discórdia. A discórdia é uma manifestação da carne.
Gl 5. 19-20 “Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções… ”.
Um renomado escritor desses: “A discórdia quebra o jejum com abundância; almoça com a pobreza; janta com a miséria; e dorme com a morte”.
A palavra discórdia, traduzida do grego “eritheia” tem também o sentido de peleja e significa ambição egoísta e cobiça pelo poder. Veremos detalhadamente este assunto no capítulo sobre o tema: a rebelião de Coré.
A discórdia tem três inconvenientes: o tédio, a importância e a perda de tempo. Geralmente, é motivado por inveja, que é uma antipatia ressentida contra outra pessoa que possui algo que não temos e queremos. Se alimentarmos este espírito de dissensão, tentando introduzir ensinos cismáticos na congregação, sem respaldo da Palavra de Deus, muito cedo seremos colocados na lista dos murmuradores e, desta forma seremos resistidos pelo próprio Deus.
Tg 4. 6 “Antes, ele dá maior graça; pelo que diz: Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes”.
Quantas vezes lutamos contra circunstâncias, não sabendo que Deus as emprega propositadamente; lutamos contra os homens, ignorando que Deus emprega os homens. Os jovens que lutam contra os pais, sacudindo sua tutela; na realidade lutam contra Deus. Como as Rafael, murmuramos contra os rigores do deserto, contra os pregos e os espinhos da Cruz, que são a própria essência da vocação; murmuramos contra os servos de Deus e não percebemos que estamos lutando contra o próprio Deus! A discórdia leva a desavença; a desavença promove divisão, e um corpo dividido morre. É por isso que o “Capeta” não pára de semear sementes de discórdia no arraial dos filhos de Deus.
A contenda religiosa é a melhor colheita de Satanás.
- Pela insatisfação. O diabo é perito em disseminar idéias de insatisfação no meio do povo de Deus. Se o líder é elétrico, deveria ser mais sossegado; se é quieto, deveria ser ativo; se é evangelista, deveria ser mais apto para ensinar; se prega muito, deveria falar menos; se fala pouco, deveria incrementar a faculdade da fala. Em todos os lugares há pessoas insatisfeitas e as tais acabam se colocando a serviço de espíritos malignos, cuja atividade maior é promover a fragmentação do Corpo de Cristo.
O órgão mais usado pelos insatisfeitos é a língua, e por aí que surgem os murmuradores. A insatisfação é uma cunha que emperra o desenvolvimento da obra de Deus. Não é à toa que dizem por aí que o primeiro parafuso que fica frouxo na cabeça dos insatisfeitos é o que controla a língua.
Deus nos recomendam a alegria. Em Cristo, é uma aberração não ser alegre. Aliás, é um péssimo testemunho viver com cara de tacho. É uma contra evangelização. É inadmissível viver na presença de Deus, ter no coração uma viva esperança, ter a convicção da vida eterna e ainda continuar com um semblante sombrio. Tanto nos livros da lei quanto nos salmos, nos profetas, nos evangelhos, nas epístolas e no apocalipse, encontramos mandamentos claros sobre o viver sempre alegre e feliz.
A insatisfação é a sepultura da igreja. Quem gera insatisfação nos corações é o maligno, pois ele sabe que nesta esfera de conturbação mental às nossas decisões são sempre precipitadas, e geralmente, fora dos propósitos divinos.
Os insatisfeitos vivem migrando de igreja em igreja. São descontentes, não possui raízes, não são fiéis. Os insatisfeitos sempre estão vendo aquilo que não existe. Ficam com os corações amargurados e acabam caindo em prostração espiritual por darem brechas ao inimigo.
- Pelo uso inadequado da língua. Já disse anteriormente que o primeiro parafuso que fica frouxo na cabeça do homem e o que comanda a sua língua. Este órgão do nosso corpo pode ser motivo de grande edificação para o povo de Deus e um instrumento permanente de louvor, mas muitas vezes Satanás toca desafinadas melodias em suas teclas.
O salmista Davi recomenda:
Sl 34. 13 “Refreia a língua do mal e os lábios de falarem dolosamente”.
Veja a diferença entre estes dois versículos:
Sl 35. 28 “E a minha língua celebrará a tua justiça e o teu louvor todo o dia”.
Sl 52. 2 “A tua língua urde planos de destruição; é qual navalha afiada, ó praticadora de enganos!”.
Com que finalidade usamos a nossa língua? Para abençoar ou para amaldiçoar? Está escrito:
Pv 18. 21 “A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto”.
A língua mata mais homens do que a espada. Os inimigos do profeta Jeremias disseram:
Jr 18. 18 “Então, disseram: Vinde, e forjemos projetos contra Jeremias; porquanto não há de faltar a lei ao sacerdote, nem o conselho ao sábio, nem a palavra ao profeta; vinde, firamo-lo com a língua e não atendamos a nenhuma das suas palavras. ”
Não podemos permitir que a nossa língua corra adiante dos nossos pensamentos. Uma das recomendações mais sabia do Novo Testamento é esta:
Tg 1. 19 “Sabeis estas coisas, meus amados irmãos. Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar”.
O verbo ouvir é o que mais vezes aparece na Bíblia. Publius Syrus certa vez disse o seguinte: “Várias vezes me arrependi dos meus discursos, nunca do meu silêncio”. Todos os grandes pensadores concordam que no silêncio há grande sabedoria. Um deles chegou mesmo a dizer: “Fala pouco, e serás um sábio; fala menos ainda, e serás o maior que entre eles“.
O silêncio, em certas circunstâncias, é a resposta mais desejável. O silêncio é um grande pacificador. A resposta mais eficaz para um insulto é o silêncio. Ora, o silêncio nos momentos adequados, tem mais eloqüência que o discurso. Quando abrimos a boca, devemos destilar mel dos nossos lábios. Salomão disse que a língua serena e árvore da vida, e disse mais:
Pv 25. 11 “Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo. ”
O uso inadequado e inoportuno da língua pode levar à guerra, pode gerar o confronto, pode criar inimizades. Tiago disse: “A língua é fogo!”.
Pv 25. 15 “A longanimidade persuade o príncipe, e a língua branda esmaga ossos”.
Os filhos de Deus devem santificar a Deus as suas bocas e fugir da murmuração. Davi afirma:
Sl 10. 7 “A boca, ele (o ímpio) a tem cheia de maldição, enganos e opressão; debaixo da língua, insulto e iniqüidade. ”
Davi orou assim:
Sl 141. 3 “Põe guarda, SENHOR, à minha boca; vigia a porta dos meus lábios”.
O que guarda a sua boca conserva a sua alma, mas o que muito abre os lábios assim mesmo se arruína. Tenho observado que a língua, sendo um órgão úmido, é um lugar propício ás escorregadelas. Estão corretos os que dizem que o animal mais terrível do mundo tem a sua toca atrás dos dentes.
Ef 4. 29 “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem”.
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