Deus NÃO Ama Todos os Homens
Portanto, a nossa primeira resposta à pergunta, “Quem Deus ama?” deve ser uma
negação: Deus não ama todos os homens. Que possamos nos submeter
obedientemente a esta clara Palavra de Deus.
Por isso, proclamar mesmo assim que Deus ama todos os homens é falso e contrário
a ordem da Igreja de pregar a Palavra. Além disso, esse pseudoevangelho
não
pode ser outra coisa senão devastador à segurança pessoal do cristão do amor de
Deus. E lembrese,
ao mesmo tempo que consideramos estas palavras, da pergunta,
que é afinal a significativa pergunta pessoal: Deus me ama?
Em seguida, vamos explorar essa pergunta essencial, “Deus ama todos os
homens?”, a partir de outro ponto de vista, isto é, do ponto de vista do próprio amor
de Deus.
Em primeiro lugar, notemos que o texto fala enfaticamente do amor de Deus. Isso
certamente implica que o amor de Deus é onipotente assim como Ele é onipotente,
soberano como Ele é soberano, imutável como Ele é imutável, e que, portanto, o
amor de Deus é divinamente capaz de procurar, encontrar e salvar seu objeto de
amor. Logo, se Deus amou tão grandemente o mundo que deu o Seu Filho unigênito
para a salvação desse mundo, seria possível que o mundo, ou qualquer parte desse
mundo, se perdesse? Todavia, a própria Escritura nos ensina claramente que nem
todos os homens são salvos. Haverá milhares e milhões de homens, os quais nunca
foram tocados por este amor de Deus, que nunca verão a vida eterna. A opção, por
conseguinte, é óbvia. Ou você precisa manter que Deus ama todos os homens, e,
em seguida, aceitar as consequências que este amor de Deus é impotente para
alcançar e salvar seu objeto e para atingir seu objetivo o
próprio pensamento é uma
blasfêmia ou
você tem que reconhecer que o onipotente, soberano e eficaz amor de
Deus não é para todos os homens.
Em segundo lugar, consideremos o amor de Deus, a partir do ponto de vista da sua
revelação, ou seja, o dom do Filho unigênito de Deus. O amor de Deus é redentivo.
Deus deu Seu Filho na plenitude do tempo, a fim de que Ele pudesse morrer a morte
de cruz, e que Ele Se oferecesse, no altar do justo amor de Deus, como um sacrifício
perfeito pelo pecado, pelo pecado daqueles que Deus amou. Seria possível que o
dom do Filho de Deus fosse total ou parcialmente em vão? Colocando de forma
sólida, seria possível que mesmo uma gota de Seu precioso sangue fosse
derramada por um homem, e que, em seguida, este homem se perdesse para
sempre? Contudo, essa deve necessariamente ser a conclusão, se quisermos
manter que Deus amou e deu Seu Filho unigênito por todos os homens.
Ou ainda, em terceiro lugar, consideremos o amor de Deus a partir do ponto de vista
da sua proclamação. Milhões e milhões de homens, tanto da velha quanto da nova
dispensação, nunca ouviram falar do amor de Deus. Ou seja, nunca foi pregado a
eles. Mas, seria possível que Deus amasse alguém, amasse de tal maneira que
desse o seu Filho unigênito por ele, e nunca contasse àquela pessoa do Seu amor?
Que estranho o amor de Deus seria! Você pode dizer talvez, que a culpa seja da
igreja por não pregar o Evangelho a todos os homens. Mas, não é o soberano e
onipotente poder de Deus que faz com que o Evangelho seja pregado a quem Ele
quer? E não é o próprio alcance da pregação do Evangelho um assunto de sua
própria determinação soberana e envio? Como pregarão, se não forem enviados enviados
por Deus em Cristo?
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